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Como o termo fake news virou opção nos dois lados da política mundial

 

Foto: Reprodução

A expressão “fake news” (notícias falsas) tem se tornado comum nos últimos anos. Significa histórias que são inventadas e publicadas na internet, na maioria das vezes, em forma de notícia.

O editor de mídia do site Buzzfeed, Craig Silvermann, identificou esta situação em Veles na Macedônia, em 2016. Ele constatou cerca de 140 sites registrados na cidade e que continham notícias falsas, quase todas envolvendo política. O objetivo era fazer com que as notícias fossem bastante acessadas para ganhar dinheiro proveniente da publicidade online.

Segundo Silvermann, este episódio originou o termo fake news. Ele e colegas também descobriram a existência de algoritmos das redes sociais e sistemas de publicidade, além das pessoas dispostas a inventar conteúdo para ganharem dinheiro fácil.

O termo passou a ser incorporado na mídia e na própria política. Donald Trump criou o prêmio “Fake News Awards” para repórteres que cometeram erros e Hillary Clinton citou a existência das fake news em um de seus discursos, salientando que poderiam ter consequências reais.

Atualmente, a expressão tem sido usada por líderes mundiais, políticos, jornalistas, entre outros. Uma busca do termo fake news na seção de notícias do Google resulta em mais de 5 milhões de resultados - e somente neste mês o termo já foi usado 2 milhões de vezes no Twitter.

Para combater a desinformação, Google e Facebook prometem investir em revisores de conteúdos e reforçar termos de serviço para evitar a propagação de conteúdos falsos em suas plataformas.

Também já existem estudos acadêmicos para precisar que tipo de impacto causa na sociedade e até que ponto as fake news podem mesmo influenciar as pessoas na hora de votar.

Para saber mais sobre fake news, clique aqui.


Fonte: Com informações da BBC Brasil

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