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  Opinião - Economia

Harri Gervásio: O preço do desenvolvimento

Por farrapo.rs
30/10/2017 09:32
 
 

Harri Gervásio Economista

O Caçapavano, Harri Goulart Gervásio é um profissional liberal, formado em Economia pela Universidade Federal de Santa Maria, Pós-Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS e Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela URCAMP. Técnico em Transações Imobiliárias pelo Senac.

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A discussão é antiga, mas volta e meia alguém se da por conta e volta o assunto. Todo o processo econômico, projetos e obras demandam recursos naturais e, em muitos casos, uma vez gastos ficam sem possibilidade de reposição. Muitas teorias econômicas avaliam este custo pretendendo comparar os benefícios monetários, lucro, com os custos sociais e de recursos naturais. Imagine que uma represa irá gerar energia, que é um componente importante para a produção, mas por outro lado irá ocupar uma imensa área de terras, destruindo florestas, fauna e flora. Também uma mineradora que ao mesmo tempo em que extraia do solo a riqueza provoca danos à natureza. Até a agricultura e a pecuária consomem
recursos naturais com o objetivo de gerar renda e emprego. Como fazer para ver a viabilidade real de um determinado empreendimento levando em conta de um lado os benefícios sociais e econômicos gerados e de outro o custo pelo uso deste ativo natural. Muitos projetos que hoje existem e outros que estão em andamento, se fosse levados em conta estes custos com certeza seriam barrados ou questionados. Normalmente o que importa é somente o curto prazo, o que esta ao alcance da vista. “É preciso ver o numero de empregos que vai gerar e o retorno em impostos para o município”. Quantas culturas usam e abusam dos recursos naturais, como agua, florestas e fontes de energia, sem pagar nada por isso! É bem verdade que se apenas fosse levado em conta à preservação destes recursos quase nada seria produzido, mas deve haver um limite, escolhendo aqueles que apresentem menos custos sociais e naturais. A falta de critérios, a luta por gerar lucro a qualquer preço, esta levando o planeta terra a falência. Este cálculo deixa de ser feito em primeiro lugar pela dificuldade de avaliação e principalmente pelo interesse imediatista de gerar riqueza esquecendo o retorno que deveria ser dado pelo uso de recursos naturais.

Produto Interno Verde
Todos conhecem o PIB, Produto Interno Bruto que é a soma de tudo que é produzindo num espaço e num devido tempo. Este indicador é o mais importante quando se analisa o crescimento de um país, estado ou município e ele serve para aquilatar o nível de desenvolvimento. Como se vê ele utiliza apenas valor da produção deixando de lado os custos desta produção. Agora foi sancionada uma lei aprovada pelo Congresso que tornou lei o calculo do PIV, Produto Interno Verde. Este indicador que será calculado pelo IBGE, irá mensurar o patrimônio natural, levando em conta recursos naturais como florestas, aguas e fontes de energia e fará parte de um sistema macroeconômico de contas nacionais. Com isso será possível mensurar o impacto das atividades produtivas e do crescimento econômico sobre este patrimônio ecológico, permitindo estratégias para o desenvolvimento sustentável. A ideia é muito boa, mas será que vai florescer? As grandes corporações, grupos e setores produtivos que financiam a chegada e sustentação no poder terão interesse que este assunto vingue? O próprio governo, responsável por boa parte dos projetos de infraestrutura que consomem parte considerável de recursos naturais vai fazer este calculo, podendo este inviabilizar a execução?

Boas notícias X crise politica
No inicio do ano era extremamente difícil achar boas noticias em relação à economia brasileira, inclusive os espaços dedicados a estas foram ocupados pelas denuncias e crise politica. O tempo foi passando e as notícias politicas continuaram a ter o seu espaço, mas surgiram dados e informações positivas a respeito da conjuntura econômica que forçaram a sua publicação. Hoje já esta bem mais fácil o dia a dia do leitor que gosta de dados, informações e análises econômicas, pois elas estão aí, disseminando esperanças. Inflação baixa, queda no desemprego, PIB positivo, aumento nas exportações, aumento no emprego na construção civil, crescimento na arrecadação federal, indústria aumentando a produção, commodities com preços convidativos, economia mundial com crescimento estimado em mais de 3%. Claro que tem aqueles que fazem força para desconhecer esta realidade, mas é minoria. A politica esta uma bagunça, mas a economia vai bem! Graças a Deus surgiram dados econômicos positivos, pois com mais de dois anos de recessão o desalento estava amassando a vida dos brasileiros. Se vai continuar assim é uma dúvida que persiste, mas fica a esperança de que o pior momento já passou.

Pense
Há sempre uma luz que nos guia quando nos recusamos abaixar a cabeça.

Dados de 27/10/2017

Salário Mínimo
Salário Mínimo Nacional = R$ 937,00 -  R$ 31,23 p/ dia e R$ 4,25 p/ hora.
Salario Mínimo Regional = R$ 1.175,15/ 1.202,20/1.249,47/1.278,03/1.489,24

Construção Civil – setembro  de 2017. 
CUB/RS – Sinduscon/RS 
      Residência Unifamiliar (normal) – R$ 1.737,53 m2. / variação 12 meses =  5,85%
      Residência Multifamiliar (normal) – R$ 1.427,33 m2. / variação 12 meses = 5,74%
Custo Nacional da Construção Civil –  Sinapi – IBGE
      Brasil = 1.137,76 m2  /  variação  12 meses = 4,45 %
      Rio Grande do Sul = R$ 1.129,73 m2  /  variação 12 meses = 5,90%
Mão de obra – Valores pagos  - Sinduscon
      Pedreiro = R$/h 6,93
      Servente = R$/h 5,55

Taxas de Inflação – Índices de Preços  - setembro de 2017
IGP–M (FGV) =  0,47%  / acumulado 12 meses  -1,45%
INCC-M ( FGV)  =  0,14% / acumulado 12 meses = 4,13 %
IPCA (IBGE)  =  -0,02%  / acumulado 12 meses  =  2,54%
INPC (IBGE)  =  -0,03%  /  acumulado 12 meses  =  1,63%

Reajuste de aluguéis (exemplo) – Anual,  corrigido por um índice de inflação escolhido pelas partes, acumulado dos últimos 12 meses. 
Ex: Aluguel R$ 200,00(12º. mês set.) + 4,13% (INCC-M) = Novo valor (out) = R$ 208,26

 

Rendimentos da Caderneta de Poupança – outubro.

27,28,29 e 30 = 0,469%

 

Taxa Selic = 7,5% % a.a.      Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) = 7,0% a.a.

Salvo erros de grafia.

Por farrapo.rs

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